1 de mai. de 2011

REUNIÃO DO MEMORIAL VALONGO

PRÓXIMA REUNIÃO NO IPCN
03 DE MAIO A PARTIR DAS 17 H
 
A localização de um antigo Cais, a mais ou menos 1,5 m de profundidade na Região denominada Valongo, traz a tona uma História que as elites brasileiras sempre tentaram encobrir, primeiro com a construção sobre ele do Cais da Imperatriz e, posteriormente, nas primeiras décadas do Século XX, com o aterro do mar a sua frente para a grande reforma da Zona Portuária e a abertura da atual Avenida Barão de Teffé, com acesso às ruas Camerino e Sacadura Cabral. Com isto, tudo indicava que o "trabalho" tinha sido perfeito. Como num passe de mágica estavam apagadas para sempre, grande parte de nossas orígens históricas.
Transformado em corredor de passagem, o local do desembarque da maioria de africanos, capturados na África para serem escravizados nas Américas, inclusive após a proibição do tráfico, ficaria soterrado para sempre, obra que seria completada com  misterioso sumiço dos documentos da época, em sendo assim, nenhuma outra referência restaria para o Negro Brasileiro daquele período.
Quase um século depois, numa intervenção de vulto ainda maior, rompe-se definitivamente com esse período de trevas e uma  grande luz volta a brilhar sobre a Região, como se tudo voltasse a sua ordem natural. Novamente lá estão os que sobreviveram ou não da trágica viagem; os primeiros trabalhadores brasileiros com o seu primeiro Sindicato e sua primeira greve dos carregadores do porto - Aniceto; na escadaria esculpida na rocha para compartilharem da imensa dor de serem tratados como animais - na Pedra do Sal, transformam tudo em pura arte. Os estivadores todos reincorporados, recriam os primeiros sambas - Donga João da Baiana, Heitor dos Prazeres e tantos outros; Dom Obá II em audiência com o Imperador reclama dos maus tratos impostos aos negros da região; Machado de Assis, desce novamente suas ladeiras para ser o maior escritor brasileiro de todos os tempos e fundador da Academia Brasileira de letras. Uma poderosa tsunami surge a distância para acordar as gerações atuais, órfãs por uma trama deliberada de todas essas raízes, muitas delas presentes nos raros livros de Lima Barreto.
Diante de tudo isso a população do Rio de Janeiro não pode se omitir e começam as primeiras iniciativas contra esse possível novo soterramento. No dia 17 de março de 2011 de 2011 é lançada a Carta do Valongo com a proposta da criação no local de um Memorial da Diáspora Africana, assinada por representantes das três esferas de governo e representantes da sociedade civil, seguida de reuniões sucessivas (11, 18, 24 e 27 de abril) para dar sustentação a proposta, ficando decidida uma grande manifestação no local no DIA 13 de Maio, com marcação anterior de uma agenda com autoridades da Prefeitura para apresentação do projeto de preservação do prédio Docas D Pedro II, uma construção de André Rebouças.
Inteligentemente divididos em duas frentes, uma na esfera oficial Fundação Cultural Palmares, CEDINE, SUPPIR E CEPPIR e, outra junto à sociedade civil IPCN, CUT RJ, UNEGRO, 100 ÁFRICA, ESTIMATIVA, INCUBADORA AFRO BRASILEIRA, CEAP, ARQUIPEDRA, COMDEDINE, REPÚBLICA DO SAMBA, GABINETE DO DEP. GILBERTO PALMARES, CENTRO CULTURAL DO QUITUNGO, AFRO BRASIL TURISMO, seguem as discussões a procura da melhor maneira de referenciarmos nossa história e nossos antepassados.
As reuniões que ja foram realizadas na Palmares Rio e DAPIBGE, quando conjuntas, para discussão apenas da Sociedade Civil, foram transferidas para a sede do IPCN - Avenida Mem de Sá 208, junto à Cruz Vermelha. A próxima está marcada para a  terça-feira, 05 de maio de 2011, a partir das 17 horas. Compareça! Convoque a nossa gente! Venha reescrever a nossa História!

26 de abr. de 2011

23/04/2011 15:52

Acusado de furtar ovo de páscoa, homem é surrado por segurança das Lojas Americanas

Vinícius Squinelo


Um ovo de páscoa foi o motivo para Márcio Antonio de Souza, de 33 anos, ser espancado, segundo ele, dentro da Lojas Americanas, localizada no centro de Campo Grande. O homem, que trabalha como vigilante, caminhava pela loja quando, por volta das 9 horas deste sábado (23), foi abordado por um segurança e levado para uma sala reservada.
No local, Márcio teria sido acusado de furtar um ovo de páscoa e foi brutalmente agredido. Ele foi para a Santa Casa de Campo Grande, onde recebeu atendimentos no setor de ortopedia, com o nariz fraturado.
O rapaz conta que o chocolate havia sido comprado em outro estabelecimento, mas garante que nao teve tempo de explicar. A família acredita que a agressão foi motivada por racismo. Márcio é afro-descendente.
“Tinha comprado dois ovos de páscoa no Makro (outro estabelecimento na Capital) e marcado para entregar um deles na rua Cândido Mariano para minha filha, na frente da loja. Após dar o presente dela, resolvi atravessar a loja das Americanas para pegar minha moto, que tinha deixado na rua Dom Aquino. Foi quando fui pego pelo segurança”, conta Márcio.
A radiografia confirmou uma fratura no nariz e o rosto do vigilante está cheio de hematomas.
Ainda segundo a vítima, o segurança sequer teria perguntado sobre a nota fiscal ou sobre a procedência do produto. “Ele simplesmente disse ‘você é um ladrão e merece apanhar’ e começou a me bater. Se tivesse perguntado eu chamaria minha ex-mulher Clemilda, que estava lá fora com minha filha, pra explicar tudo”, afirmou.
Procurada, a gerência do estabelecimento não atendeu à reportagem nem se manifestou oficialmente sobre o episódio. O gerente apenas informou, por meio de um atendente, que “não irá dar entrevista agora” e que “desconhece o caso”.
A amiga Adélia da Silva Oliveira, 35, confirma que os ovos de páscoa foram comprados por Márcio na empresa Makro, onde ela trabalha. A família ainda confirma estar com a nota fiscal da compra dos chocolates.
Além do nariz, Márcio acabou com o olho esquerdo muito ferido e teve lesões buco-maxilares. Ainda segundo ele, outro segurança impediu que as agressões continuassem. “Depois que o cara parou um pouco de me bater, outro segurança chegou e falou pra eu ir embora porque o que estava me batendo era violento e lutador de jiu-jítsu, e poderia me matar”, relata Márcio.
A ex-mulher de Márcio, Clemilda, e a filha de 11 anos deles prestaram os primeiros socorros. Ele chegou a desmaiar duas vezes na espera pelo atendimento. “Queriam que eu saísse de capacete da loja, para não mostrar o olho, mas não deixei, e nem registraram nenhum boletim de ocorrência de furto dentro da Americanas”, afirmou.
Segundo Márcio, após a agressão não houve nenhum tipo de atendimento por parte dos funcionários da Americanas.
A família encaminhou Márcio para a Unidade de Pronto Atendimento Vila Almeida, e depois para a Santa Casa. Ele deve passar por cirurgias na segunda-feira (25) para reparação dos ferimentos no nariz e no maxilar.
Racismo
Gilson Fernandes, irmão de Márcio, acredita que o motivo das agressões foi racismo. “Trabalho na área da segurança privada, não se faz uma violência dessa. Acredito que o ponto ‘x’ desse caso tenha sido a cor da pele do meu irmão”, relatou o segurança de 39 anos.
“A empresa é responsável pelos funcionários que contrata, e nós não vamos deixar esse caso ficar ileso”, comentou Gilson. “Toda família está abalada, minha sobrinha de 11 anos que me ligou falando que o pai tinha sido espancado, isso é inaceitável”, lamentou o segurança.
Márcio registrou a ocorrência na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) acusando a rede de Lojas Americanas e os funcionários que participaram da agressão por racismo, lesão corporal, tortura, situação vexatória, ameaça e calúnia. Da delegacia, o vigilante seguiu para o Imol (Instituto Médico Odontológico Legal) para realizar o exame de corpo de delito.



O Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) Domésticos(as) do Estado do Maranhão, em parceria com o mandato da vereadora Rose Sales e o Movimento Negro Unificado – MNU, convidam você para participar do seminário “Trabalhadores(as) Domésticos(as) e a Previdência Social” em comemoração ao Dia Municipal das Trabalhadoras Domésticas (Lei 5.163/09) para comemorar mais  essa conquista.
Data: 27/04/2011
Local: Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado do Maranhão - SINDSEP
             Av. Newton Belo, 524 – Monte Castelo (atrás da igreja da Conceição)

Horário: 14:00 às 17:00