7 de jul. de 2014

Perfil de quem morre: Jovem, Homem e NEGRO.


Jovem, homem, negro é o perfil dos que mais morrem de forma violenta no país


  • 02/07/2014 07h38
  • Brasília
Helena Martins - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Em média, 100 a cada 100 mil jovens com idade entre 19 e 26 anos morreram de forma violenta no Brasil em 2012, mostra o Mapa da Violência 2014, que considera morte violenta a resultante de homicídios, suicídios ou acidentes de transporte (que incluem aviões e barcos, além dos que ocorrem nas vias terrestres de circulação).
O estudo mostra que, nos anos 1980, a taxa de mortalidade juvenil era 146 mortes por 100 mil jovens, e passou para 149, em 2012. Se a média geral não mudou significativamente com o passar do tempo e o aumento populacional, a causa, sim.  Naquela década, as causas externas, que independem do organismo, eram responsáveis pela metade do total de mortes dos jovens.
Já em 2012, dos 77.805 óbitos juvenis registrados pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 55.291 tiveram sua origem nas causas externas. Mais de 71% do total. Os homicídios e os acidentes de transporte são os dois principais responsáveis por essas mortes, segundo o relatório. 
A diferença também é diagnosticada quando comparados homens e mulheres. Entre 1980 e 2012, no total das mulheres, as taxas passam de 2,3 para 4,8 homicídios por 100 mil. Um crescimento de 111%. Entre os homens, a taxa passa de 21,2 para 54,3. Um aumento de 156%.
No caso dos suicídios, a pesquisa revela mortalidade três a quatro vezes maior no caso dos homens, no Brasil. Entre as décadas citadas, as taxas masculinas cresceram 84,9%. Já as femininas, 15,8%.
Uma terceira variável chama a atenção na pesquisa: a vitimização dos negros é bem maior que a de brancos. Morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil, em 2012. Considerando a década entre 2002 e 2012, a vitimização negra, isso é, a comparação da taxa de morte desse segmento com a da população branca, mais que duplicou.
Segundo o responsável pela análise, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências, o recorte racial ajuda a explicar o fato de não ter se verificado na pesquisa grandes mudanças nas taxas globais de homicídios, embora o número registrado a cada ano tenha aumentado. Os brancos têm morrido menos. Os negros, mais. Entre 2002 e 2012, por exemplo, o número de homicídios de jovens brancos caiu 32,3% e o dos jovens negros aumentou 32,4%.
De acordo com Jacobo, essa seletividade foi construída por diversos mecanismos, entre os quais o desenvolvimento de políticas públicas de enfrentamento à violência em áreas onde havia mais população branca do que negra, bem como o acesso, por parte dos brancos, à segurança privada. Assim, os negros são excluídos duplamente - pelo Estado e por causa do poder aquisitivo. “Isso faz com que seja mais difícil a morte de um branco do que a de um negro”, destaca o sociólogo.
Ele alerta que essa situação não pode ser encarada com naturalidade pela população brasileira. “Não pode haver a culpabilização da vítima”, diz Jacobo, para quem o preconceito acaba justificando a violência contra setores vulneráveis. O sociólogo, que em 2013 recebeu o Prêmio Nacional de Segurança Pública e Direitos Humanos da Presidência da República, defende o estabelecimento de políticas de proteção específicas, que respeitem os direitos dos diferentes grupos e busquem garantir a vida da população.

Matéria alterada para correção de informação no primeiro parágrafo. O número, na abertura da matéria, é 100 jovens a cada 100 mil e não a cada 1.000, como  o texto informava.
PORTAL EBC - AGENCIA BRASIL.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-07/p-quarta-jovem-homem-negro-esse-e-o-perfil-dos-que-mais-morrem-de-forma-viol






2 de jul. de 2014

XVII CONGRESSO ORDINÁRIO DO MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO - MNU





XVII CONGRESSO

ORDINÁRIO 

DO 

MOVIMENTO    NEGRO  UNIFICADO

M N U





INFORME Nº 05- COMISSÃO ORGANIZADORA NACIONAL


INFORMES E CONSULTA ON LINE


  


O tema do congresso será:


 “MNU: 35 anos de combate ao racismo no Brasil; na luta por um Projeto Político Para o Brasil.”


Programação

Dia 15/08/2014 (sexta - feira)

14 às 18h30 - Credenciamento
19h- Abertura Oficial com a presença de autoridades e parceiros
 20h- Atividade Cultural e coquetel

Dia 16/08/2014 (sábado)

9h – Aprovação do Regimento
10h – Análise de Conjuntura
11h às 12h- Apresentação das contribuições ao documento base e debate.
12 às13h - Almoço
14h – Grupos de trabalho 
*Projeto Político e suas perspectivas na institucionalidade, nos espaços políticos de poder e na política econômica.
18h - Encerramento do trabalho dos grupos
19h - Reunião de sistematização dos relatores e Coordenadores dos grupos
20h - Atividade Cultural

Dia 17/08/2014 (domingo)

9 às 12h – Plenária deliberativa das propostas dos GTs;
12h – Almoço
13h – Plano de Lutas- Discussão e deliberação em plenário
18h – Eleição da Coordenação
19h – Posse da nova Coordenação Nacional


Os critérios para escolha de delegados (as).
Quem pode ser delegado (a)? 

Filiadas/os até 6 meses anteriores a realização do congresso conforme determinado pelo Estatuto da entidade e participação do (a) militante no seminário municipal ou regional e uma assembleia estadual.

Número de delegadas/os por seção: proporcional a 1/3 do número total de filiados que participaram da assembléia estadual preparatória ao XVII Congresso do MNU. Exemplo: 21 filiados (as) participantes garante a seção o envio de 7 delegados (as).

Período de realização das Assembleias Estaduais –  Proposta de nova data: até 20/07/2014.


O envio da ata, com lista de presença + os dados dos eleitos (as) e ata da direção estadual eleita deverão ser escaneado e enviado até o dia 22/07/2014, pelo e-mail xviicongmnu@gmail.com. Não aceitaremos documentos fora do prazo.

Cada Coordenação Estadual deverá comunicar por ofício, no e-mail: xviicongmnu@gmail.com a data de realização da assembleia estadual à Comissão Organizadora Nacional.

Já foi enviado pela Comissão Organizadora Nacional por e-mail a proposta de regimento interno nacional que deverá ser discutida nas etapas estaduais. Ao final eles deverão retornar a Comissão Organizadora Nacional que fará sua sistematização. Somente irão a voto em plenário no Congresso Nacional os pontos onde houver discordância

Taxa de inscrição por delegado (a) no congresso nacional: R$ 50,00 (cinquenta reais).

Sobre a Comissão Organizadora

A Comissão Organizadora do congresso é composta pelas seguintes pessoas: Vanda Pinedo (SC), Reginaldo Bispo (SP) Geilson (RJ), Miltão (SP) Ivonei Pires (BA), Carlos (SE), Angela (MG), Emir (RS), Jussara (DF), Adeildo (PE), Ivana (GO), Adomair (MA).

A Comissão Executiva é constituída por:
Vanda Pinedo (SC), Bispo (SP), Nei (BA), Carlos (SE), Angela (MG), Adeildo (PE), Ivana (GO) Vanda Vieira (ES).

PROPOSTA DE DATA DA REUNIÃO DA COMISSÃO ORGANIZADORA NACIONAL

Dias: 26 e 27 de 2014 (sábado e domingo pela manhã)
Local: Casa do Bujão ou SINDAE- Bahia
Pauta: informes sobre a captação de recursos, responsabilidades dos membros da Comissão Organizadora Nacional durante o congresso, deslocamento da delegação e outros assuntos pertinentes à organização do Congresso.
Informar participação até o dia 22 de julho de 2014. Não haverá ajuda de custo para deslocamento e alimentação da Comissão Organizadora.







13 de mai. de 2014

Sobre atores Negros na TV

Atores negros ainda vivem personagens pobres e sofredores na TV

Por Vinícius Ferreira | 
Texto


Maioria dos papéis em novelas é de personagens marginalizados e com profissões de serviços gerais

Marcello Melo Jr. dá vida ao pilantra Jairo, que tenta tirar vantagem de tudo, além de ser maníaco sexual. Foto: Divulgação
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Divulgação
Tais Araújo
Nesta terça-feira (13), comemora-se 126 anos da abolição da escravidão no Brasil. Novelas e mais novelas já contaram o feito e encheram a TV com cenas de preconceito e racismo para ressaltar a importância da assinatura da Lei Áurea, mas o iG quis saber: será que, na prática, a dramaturgia brasileira vem vencendo os obstáculos da discriminação?
Em uma análise feita entre as principais emissoras com telenovelas, constatou-se que, dos 28 personagens negros da Globo, do SBT e da Record, apenas cinco não ocupam profissões marginalizadas, vivem dramas ou sofreram algum abuso. Destaque para “Geração Brasil”, da Globo, na qual os atores Luís Miranda e Lázaro Ramos ocupam papéis de destaque, de personagens bem-sucedidos.
O ator Nando Cunha revelou, em entrevista ao iG no Dia da Consciência Negra, que sente a dura realidade em sua profissão. “Já sofri preconceito de vários tipos. Sempre ouvi: ‘esse papel não é para o seu perfil’. Mas quando me dizem um ‘não’, tenho uma força maior. Sonho que no futuro seja mais fácil, que eu não precise me esforçar tanto”, comenta. “Se eu tivesse olho azul, fosse loiro, branquinho, seria muito mais fácil. Mesmo com todo esse sucesso que fiz, não estou escalado para nada. Se fosse um branco no meu lugar, que fizesse esse sucesso todo, não estaria desempregado. Sei do meu potencial e do que sou capaz de fazer. Apenas sonho que a disputa seja normal para todo mundo. E não reclamo do privilégio dos outros. Só quero os mesmos direitos”, completou ele. Veja na galeria de fotos quem são os atores afrodescendentes que estão no ar no momento e quais são seus papeis.
“A situação do cidadão negro está bem melhor do que antes, embora acredite que aquilo que ainda é oferecido ao negro tem aparência de esmola, ou correção de um erro histórico, o que é feito de uma maneira não tão justa”, disse o músico Péricles em entrevista recente ao iG. O cantor Thiaguinho endossou: "Cada dia mais o negro ocupa posições melhores na sociedade, mas ainda está muito longe do que sonhamos. Precisamos de muito mais oportunidades pra mostrar nosso valor."

      http://gente.ig.com.br/tvenovela/2014-05-13/atores-negros-ainda-sao-personagens-pobres-e-sofredores-na-tv.html