19 de ago. de 2020

Poema Morte Moral de Murilo Jones

Quando o único luto que sobrar for o virtual

Quando o único poder que importar for o estatal

Tudo mais, coisa e tal

 

E quando for seco o Amazonas

Lembraremos que o rio da ganância ninguém bebe

A não ser é claro

Quem tem o poder, sem nada a Temer

Não é questão de Dil ma ideia política

É humanitária

Pra Desembargador, asa

Pra Rafa, a penitenciaria

A é cio o Brasil mudasse

Seria gol do Rio pra cima de Paris

Mas com o dinheiro da chuteira

Tem deputado entupindo o nariz

O melhor jogador do mundo carrega fuzil na favela

Se ele tivesse incentivo,

Quem dera

Melhor que Neymar, te juro

Pou pou pou ex melhor do mundo

O luto da mãe dele a mídia esconde

Mas pra Globo só existe um lado

E pra polícia ? Kkkk

Todo preto é condenado

4º câmara do tribunal de São Paulo

4ª câmara de gás

Só não prende Os Hittlers,

Mas as mãe que roubaram leite, nem tanto vai

Ó pátria amada,

Cujo o judiciário é uma piada

Me escuta, sem furo

O que vocês chamam de povoamento,

Eu chamo de estupro

Índios e portugueses

"O genocídio"

Tem muito sangue escravo

no chão onde eu piso

E eu uso de adubo pra cuspir o que vocês chamam de merda

Se o Brasil me ouvir direito, ele te deserda

Verá qual filho dele não foge da porrada

E aí playboy, quem é mesmo o merda?

E eu falo de novo

Quando o único luto que sobrar for o virtual

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"Morte moral"

Murilo Jones


 

16 de ago. de 2020

Darcy da Mangueira

No dia 15 de agosto de 1932 nasce, no Rio de Janeiro capital, Darcy Fernandes Monteiro, que retornou ao Orum (faleceu) em 19 de maio de 2008. Grande compositor, cantor, sendo seu gênero musical o samba,   integrou a ala de compositores do Grêmio Recreativo e Estação Primeira de MangueiraO pai de Darcy, Benedito Monteiro, o Bene, é um dos fundadores do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Unidos da Tijuca. Vivendo no mundo do samba Darcy ainda criança fundou o bloco carnavalesco Flor da Mocidade. O reconhecido talento fez Zagaia Pelado e Hélio Turco levarem Darcy para integrar a ala de compositores da Mangueira. Residiu em Inhaúma. Recebeu a medalha Pedro Ernesto, pela Câmara de Vereadores. Sua filha a cantora Deyse Monteiro, em 2011, finalizou CD prestando reverência a obra do pai ao regravar algumas de suas composições.