24 de jan. de 2013

Gerente expulsou menino negro de concessionária da BMW e disse ‘isso não é para você’


No Rio de Janeiro - Brasil

 Cidade da COPA em 2014 e das OLIMPIADAS em 2016, etc.....

 


Quarta, 23/01/2013

Gerente expulsou menino negro de concessionária da BMW e disse ‘isso não é para você’

Entrevista com Priscilla Celeste, mãe da criança






http://cbn.globoradio.globo.com/cbn-rj/cbn-rj/2013/01/23/GERENTE-EXPULSOU-MENINO-NEGRO-DE-CONCESSIONARIA-DA-BMW-E-DISSE-ISSO-NAO-E-PARA-VOCE.htm


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Casal denuncia no Facebook racismo contra filho adotivo em loja de carros no Rio

Vendedor expulsou o menino negro sem saber que o garoto era filho do casal


O casal Ronald Munk e Priscilla Celeste acusa um funcionário da concessionária BMW de racismo contra o filho negro de apenas sete anos. Os dois criaram uma página no Facebook para denunciar o episódio, que, segundo eles, ocorreu no último dia 12 de janeiro em uma loja na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Na rede social, Priscilla relata que o vendedor expulsou o menino, que foi adotado pelo casal, sem saber que o garoto era filho do casal. De acordo com a professora, o funcionário ainda se justificou ao marido dela dizendo “eles pedem dinheiro e incomodam os clientes”.

— Estávamos conversando com ele [o vendedor], quando nosso filho se aproximou de nós. O gerente voltou-se imediatamente para ele e, sem pestanejar, mandou que ele se retirasse da loja, dizendo que ali não era lugar para ele: "você não pode ficar aqui dentro. Aqui não é lugar para você. Saia da loja." Nosso filho ficou olhando para ele, sem compreender o que estava acontecendo.

Indignados, Priscila e Ronald enviaram um email à concessionária para relatar o ocorrido. No texto, eles incluíram a transcrição da Lei Federal 7.716, que regulamenta os crimes de discriminação e preconceito racial. No entanto, segundo Priscilla, o pedido de desculpas só veio uma semana depois.
 
— Somente uma semana depois do ocorrido recebemos um e-mail do dono da concessionária, desculpando-se, qualificando a atitude de seu gerente como “mal-entendido” e justificando-a como reação natural de um funcionário que vê um menor desacompanhado em sua loja.

A resposta da concessionária revoltou o casal. Por isso, eles criaram a comunidade “Preconceito racial não é mal-entendido” no Facebook. Até as 15h30 desta quarta-feira (23), mais de quase 12 mil internautas haviam “curtido” a página no site de relacionamentos.

— O fato de o gerente de vendas não ter percebido que o menino era nosso filho e sua conclusão imediata de que um menino negro, aparentemente sozinho, dentro de uma concessionária BMW, seria um menor desacompanhado e sua atitude de colocá-lo para fora da loja não constituem, em hipótese alguma, um mal-entendido. Trata-se de preconceito de raça, sem qualquer possibilidade de outra interpretação.

O R7 procurou a concessionária da BMW, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.


http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/casal-denuncia-no-facebook-racismo-contra-filho-adotivo-em-loja-de-carros-no-rio-20130123.html



Filho adotivo é expulso de concessionária BMW, afirmam pais

 

Casal do Rio de Janeiro alega que filho adotivo, negro, foi expulso de uma concessionária da BMW confundido com um pedinte

 
 

Casal acusa concessionária da BMW de racismo


Funcionário teria pedido para filho, que é negro, sair da loja e não incomodar os clientes


23/01/2013 - 17h55 | Agência Estado
correiopontocom@rac.com.br







Um casal acusa um funcionário da Autokraft, concessionária da BMW na Barra da Tijuca (zona sul do Rio), de racismo durante um atendimento realizado em 12 de janeiro. A professora Priscilla Celeste e o consultor Ronald Munk foram à loja com o filho de 7 anos, que é adotado e negro.

A criança ficou vendo TV enquanto os pais conversavam com o funcionário. Quando a criança se aproximou dos pais, segundo o casal, o vendedor se dirigiu ao menino: "Você não pode ficar aqui dentro. Aqui não é lugar para você. Saia da loja". Em seguida, o vendedor se virou para o casal e disse: "Eles pedem dinheiro e incomodam os clientes". Imediatamente, Priscilla pegou o filho pela mão e saiu da loja.

Ao perceber a situação, o funcionário tentou se explicar. Ronald contou a situação ao gerente da loja, que gaguejou e pediu desculpas, segundo o consultor.

Embora o racismo seja considerado crime inafiançável, o caso não foi registrado na polícia porque o casal aguardava uma retratação da BMW. Por e-mail, a concessionária classificou o episódio como "mal entendido" e pediu desculpas.

O casal criou uma página na rede social Facebook, na internet, com o título "Preconceito racial não é mal entendido", que até as 17h de terça-feira (22) já havia sido visitada e elogiada por mais de 16 mil pessoas.


http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/01/capa/nacional/leia_mais/25631-casal-acusa-concessionaria-da-bmw-de-racismo.html



REPERCURSÃO INTERNACIONAL.

Forbes.

http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2013/01/23/white-couples-black-child-kicked-out-of-bmw-dealership-in-brazil/

White Couple's Black Child Kicked Out Of BMW Dealership In Brazil

- in Portuguese.
The adopted black child of a white Brazilian couple was kicked out of a BMW dealership in Rio de Janeiro, Globo’s G1 reported Wednesday.
The couple, Ronald Munk and Priscilla Celeste, were looking for a new beamer when a salesman saw the child wandering around nearby and asked the child to leave.  The news sent mild shockwaves in the Brazilian press as the country still struggles with rampaging racial inequality.
The salesman told the couple, according to Priscilla’s account with G1: “You can’t stay in here. This isn’t a place for you. You have to leave.” The salesman then told Priscilla that poor children often come into the car lot asking for money. When they told him that the boy was their son, his “mouth fell open in embarrassment,” the couple said.
BMW Group in Brazil sent a note to the couple saying they were sorry for the mishap. Seven days later, the BMW dealership where the couple was shopping for a new car sent an email apologizing, calling it a misunderstanding. For her part, Priscilla created an account on Facebookcalled “Prejudice is Not a Misunderstanding. It’s a Crime.”
Ronald told G1 that nothing like this has happened before with his 7 year old son. The boy asked why he was asked to leave, “when the store has a room with a TV playing cartoons for children,” G1 reported.  Priscilla said that she thinks her son understood why he was kicked out of the dealership.


 

23 de jan. de 2013

PM emite ordem para abordar 'pardos e negros' e é acusada de racismo em SP


Acontecendo em CAMPINAS, São Paulo - BRASIL - Em pleno Ano 2013.

É horrível e vergonhoso, mas é o que continuam fazendo com os "Pardos e Negros" pelo Brasil afora.  


Délio Martins
Militante MNU/RJ





PM emite ordem para abordar 'pardos e negros' e é acusada de racismo em SP

Em ordem interna, comandante da Polícia Militar em Campinas recomentou abordagem de suspeitos de "cor parda e negra" em que seriam suspeitos de assaltar casas na cidade

Agência Estado |
Agência Estado

Uma ordem assinada por um comandante da Polícia Militar em Campinas (SP) determinando a abordagem de suspeitos de "cor parda e negra", acusados de praticarem assaltos em residências em um bairro nobre da cidade, provocou a reação de entidades de direitos humanos, que denunciaram a PM por discriminação. "A ordem leva-nos a entender que, se os policiais cruzarem com suspeitos brancos, não devem desconfiar deles. Se foram pardos e negros, abordem-nos imediatamente", afirma o diretor presidente da Educafro, Frei David Santos.


O representante da entidade entregou na manhã desta quarta-feira para o secretário-adjunto de Segurança Pública, Antônio Ponte, uma carta em que cobra explicações sobre a ordem emitida pela PM em Campinas. Pede também dados estatísticos sobre abordagens, com ou sem mortes, realizadas pelo 8º Batalhão de Campinas - responsável pela área - para verificar se há prática de racismo nas operações locais. A carta é endereçada ao governador, Geraldo Alckmin, e ao secretário de Segurança Pública, Fernando Grella.

No documento, Frei David solicitou ainda a divulgação de dados étnicos das vítimas de abordagens policiais registradas como "resistência seguida de morte" no Estado e nas operações de confronto com membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), com base na Lei da Transparência. "É assustador saber que ainda pode existir racismo dentro da polícia."


Polêmica 
 
O documento que gerou a polêmica foi uma ordem de serviço assinada pelo capitão Ubiratan Beneducci, comandante da 2ª Companhia do 8º Batalhão da PM, em Campinas. Na ordem, de uma folha, assinada dia 21 de dezembro do ano passado, o capitão determina aos policiais que fazem o patrulhamento em dois bairros da região do Taquaral que reforcem as operações em um quadrilátero de ruas onde um grupo de criminosos, com características específicas descritas por moradores, estaria agindo.


Segundo a ordem, os PMs devem atuar com rigor: "focando abordagens a transeuntes e em veículos em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor parda e negra com idade aparentemente de 18 a 25 anos, os quais sempre estão em grupo de 3 a 5 indivíduos na prática de roubo a residência naquela localidade". "Infelizmente na elaboração do documento, o texto poderia ser mais contextualizado, deixando claro que aquelas características foram dadas por representantes da comunidade, que comunicaram a PM da ocorrência de crimes por um grupo com tais elementos e solicitando reforço policial", explicou o capitão Éder Araújo, porta-voz da PM.

Segundo ele, a ordem expedida pelo capitão de Campinas decorre de um ofício enviado para o comando local por moradores de dois bairros da região do Taquaral. Foram eles, vítimas dos crimes, que informaram as ações aos sábados de um grupo de três a cinco pessoas, com idades entre 18 e 25 anos, de cor parda e negra, informou a PM. "Não se pode falar em discriminação ou em atitude racista. O capitão Beneducci, que é pardo, emitiu essa ordem com base em indicadores concretos. Ele apenas expôs as características físicas dos suspeitos", afirma Araújo.

Para o representante do Conselho de Defesa da Pessoa Humana do Estado, Dojival Vieira dos Santos, a ordem explicita a discriminação por parte da PM. "É um comandante da Polícia Militar do Estado assumindo uma postura discriminatória e manifestando explicitamente esses atos nas ações de abordagens."

Na carta encaminhada pela Educafro ao governador, a entidade afirma que compreende "que a orientação não é governamental", mas que o governo "pode combater com determinação e direito esta medida aplicada por este servidor policial, mal formado e não preparado para suas funções de comando". "Queremos que a polícia se liberte da imagem do cidadão negro como sendo bandido", completa o documento.


http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2013-01-23/pm-emite-ordem-para-abordar-pardos-e-negros-e-e-acusada-de-racismo-em-sp.html


23/01/2013 14:00

PM dá ordem para abordar ‘negros e pardos’



Instrução de comandante de batalhão se baseou na descrição de vítima de assalto em bairro luxuosoTHAÍS NUNES 
thais.nunes@diariosp.com.br

Desde o dia 21 de dezembro do ano passado, policiais militares do bairro Taquaral, um dos mais nobres de Campinas, cumprem a ordem de abordar “indivíduos em atitude suspeita, em especial os de cor parda e negra”. A orientação foi dada pelo oficial que chefia a companhia responsável pela região, mas o Comando da PM nega teor racista na determinação.
 
O documento assinado pelo capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci orienta a tropa a agir com rigor, caso se depare com jovens de 18 a 25 anos, que estejam em grupos de três a cinco pessoas e tenham a pele escura. Essas seriam as características de um suposto grupo que comete assaltos a residências no bairro.
A ordem do oficial foi motivada por uma carta de dois moradores. Um deles foi vítima de um roubo e descreveu os criminosos dessa maneira. Nenhum deles, entretanto, foi identificado pela Polícia Militar para que as abordagens fossem direcionadas nesse sentido.
Para o frei Galvão, da Educafro, a ordem de serviço dá a entender que, caso os policiais cruzem com um grupo de brancos, não há perigo. Na manhã de hoje, ele pretende enviar um pedido de explicações ao governador Geraldo Alckmin e ao secretário da Segurança Pública, Fernando Grella.
O DIÁRIO solicitou entrevista com o capitão Beneducci, sem sucesso. A reportagem também  pediu outro ofício semelhante, em que o alvo das abordagens fosse um grupo de jovens brancos, mas não obteve resposta até o fim desta edição.  

Confira a íntegra da nota de esclarecimento enviada pelo Comando da Polícia Militar:
A Polícia Militar lamenta que um grupo historicamente discriminado pela sociedade, que são os negros, seja usado para fazer sensacionalismo.
O caso concreto trata de ordem escrita de uma autoridade policial militar, atendendo aos pedidos da comunidade local, no sentido de reforçar o policiamento com vistas a um grupo de criminosos, com características específicas, que por acaso era formado por negros e pardos. A ordem é clara quanto à referência a esse grupo: “focando abordagens a transeuntes e em veículos em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor parda e negra com idade aparentemente de 18 a 25 anos, os quais sempre estão em grupo de 3 a 5 indivíduos na prática de roubo a residência naquela localidade”. 

A ordem descreve ainda os locais (quatro ruas) e horário em que os crimes ocorrem. Logo, não há o que se falar em discriminação ou em atitude racista, tendo o capitão responsável emitido a ordem com base em indicadores concretos e reais. Discriminação e racismo é o fato de explorar essa situação de maneira irresponsável e fora de contextualização. 








http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/42509/PM+da+ordem+para+abordar+%91negros+e+pardos%92

22 de jan. de 2013

A Cor dos Homicídios no Brasil 2012 - Genocídio ??


 
MAPA DA
 
 VIOLÊNCIA
 
2 0 1 2:
 
A COR   DOS
 
 HOMICÍDIOS
 
NO BRASIL
 
J U L I O J A C O B O WA I S E L F I S Z
 
 
 
1.2. Da População
 
Os quantitativos de população por raça/cor de 2002 e 2006 foram obtidos tabulando as projeções
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, do IBGE, desses anos. Em 2010
foram utilizados os resultados do Censo do IBGE desse ano.
As taxas elaboradas relacionando número de homicídios por cor/raça (contidas nas bases de
dados do SIM) com os respectivos contingentes populacionais das pesquisas do IBGE, apresentam
problemas metodológicos que devem ser levados em conta. A fonte para a população por raça ou cor
são as entrevistas da PNAD e/ou do Censo, que coletam esse dado por auto classificação do
 
entrevistado, que escolhe uma entre cinco opções: Branca, Preta, Parda, Amarela ou Indígena. Já nas
 
 
certidões de óbito, nossa fonte para homicídios, a classificação é realizada por um agente externo ou
documentação preexistente utilizando as mesmas categorias do IBGE. Ambas as classificações nem
sempre são coincidentes. Por tal motivo, não são os números absolutos, mas as taxas de homicídio e
os índices de vitimização os que devem ser tomadas com cautela; são mais aproximativos do que
assertivos.
 

 
 
2. HISTÓRICO DOS HOMICÍDIOS POR RAÇA/COR
 
 
Como foi alertado no item anterior, o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério
da Saúde inicia a divulgação de seus dados em 1979, mas somente em 1996 começa a oferecer
informações referentes à raça/cor das vítimas, porém, com grandes problemas de subregistro até
2002. Por esse motivo, começamos a analisar as informações sobre esse tema recém a partir de 2002.
Voltando à classificação por raça ou cor das certidões de óbito, nas Tabelas 2.1 e 2.2 podemos
 
observar que, com fortes oscilações de um ano para outro, a tendência geral desde 2002 é: queda do
número absoluto de homicídios na população branca e de aumento nos números da população negra. E essa tendência
 
se observa tanto no conjunto da população quanto na população jovem.
 
 
Tabela 2.1 Evolução do número de homicídios, da participação e da vitimização
por raça/cor das vítimas na população total. Brasil, 2002/2010.





Fonte: SIM/SVS/MS

* soma das categorias preta e parda
 




.....

Porém, apesar dessa heterogeneidade, a tendência preponderante foi a queda dos homicídios da

população branca e o crescimento da negra, originando um forte crescimento dos níveis de vitimização

dessa última.

Tabela 3.2. Taxas de Homicídio (por 100 mil) na População Total
segundo Raça/cor nas UF.Brasil. 2002/2010.




 
 

Versão e Estudo completo no site: http://www.mapadaviolencia.org.br/